Codependência, a doença que desorganiza a mente, inclusive

by Thiago Biancheti
Mulher em codependência

Domingo de manhã, Joselina (nome fictício, ou não) resolve parar de arrumar a casa, pois receberá todos os seus filhos, e vai à feira para comprar as últimas coisas que faltam, para preparar o almoço comemorativo do Dia das Mães. Claro que ela preferia ficar em casa e dar um toque final na decoração, pois não sabe se vai conseguir voltar a tempo de concluir almoço e decoração antes que todos cheguem, porém ela sai correndo pela rua.

Sai e compra tudo!

Retorna suando em bicas, termina de arrumar a casa, os últimos detalhes na sala e também do almoço são concluídos, graças à sua destreza.

Mulher-guerreira essa Joselina, faz de tudo naquela casa. Inclusive, recentemente começou a trabalhar fora também.

Muitos de vocês que estão lendo perguntarão:- e o marido? Se ele faleceu, ou até se houve a separação do casal. Mas a verdade é o que o Joselino (nome fictício, ou não) está dormindo. Aliás, uma das coisas que ele mais faz nesses últimos tempos é dormir de dia, pois de noite ele fica no bar com os amigos (amigos, né?).

O dia continua, e a Joselina resolve se arrumar para receber os filhos, mas nem bem ela resolve fazer isso e a sua filha toca a campainha com os filhos e o marido.

Ao recebê-la, Joselina ainda ouve da filha: – Mas porque você ainda não se arrumou? Hoje é o seu dia!

E a Joselina não responde nada, mas ela sabe bem que hoje é o dia dela. Aliás, todos os dias são o dia dela, de que ela trabalhe em dobro, pois não tem apoio em casa e sente-se impotente sobre qual atitude tomar.

Enfim, ela vai tomar banho, enquanto a filha recebe os outros filhos que estão chegando. E claro, antes de entrar no banho, ela vai acordar o Joselino, para não estragar o seu dia. Coitado do Joselino está tão cansado!

No processo de CODEPENDÊNCIA, os familiares assumem responsabilidades de atos que não são seus, tornando-se facilitadores, com inversão de papéis e funções, como por exemplo, da nossa querida Joselina que, ao invés de colocar o marido pra fora da cama, talvez com um balde de água fria, preferiu postergar um serviço seu para fazer outro que não deveria ser seu.

E aqui entramos no terceiro estágio dessa doença familiar tão corriqueira, a “DESORGANIZAÇÃO FAMILIAR”.

Desorganização sim, pois as pessoas insistem em não assumir esse desvio de conduta perante o outro que não está cumprindo o papel. E é claro que esse processo é muito mais amplo, e atinge uma série de sentimentos e reações que passamos a ter quando nos vemos confrontados pela compulsão às drogas e que culmina, via de regra, na Dependência Química.

Uma mãe deixa o filho dormir até mais tarde, mesmo que ele tenha chegado bêbado da balada, para que ele possa se recuperar do cansaço e do mal-estar que a noitada causou. Entretanto, se ela o acordasse, e deixasse que ele passasse por esse mal-estar ou mesmo cansaço, e exigisse que ele ajudasse em atividades dentro de casa, permitiria que sofrendo pelas ações equivocadas que causou, refletisse se valeu a pena ou não.

O que vemos são ações que nada tem a ver com educação, e sim com ausência de sobriedade familiar para cumprir a obrigação paterna – “educar e dar limites”.

Vocês conseguem visualizar a imagem da mãe entrando no quarto e abrindo janelas e chamando o “filhinho” para que levante e vá ajudá-la? Tenho certeza de que surgirão varias respostas.

Agora, você imagina que depois de muito esforço, a mãe se mantendo no compromisso de ensinar aquele filho, o acorda e faz com que ele vá à feira buscar frutas e legumes para que ele possa almoçar. Isso mesmo. Ele também usufruirá daquela atitude, pois é para ele também. E ainda, após o jovem retornar da feira, a mãe pedirá que ele limpe os fundos da casa onde está o cachorro Bob que ele comprou jurando que cuidaria dele, e todos acreditaram!

Eu utilizei apenas dois exemplos, mas nós sabemos que não existe sexo, idade, gênero ou qualquer outra referência quanto à desorganização familiar. Pode acontecer com qualquer um, a qualquer hora desde que a base seja um lar disfuncional, com pessoas desequilibradas, com sentimentos dos mais distintos, como culpa, raiva, descaso e outros. Seja lá qual for o sentimento, a pessoa que assume papéis que não são seus sofre, pois acredita que está protegendo, quando na verdade está incentivando para que a conduta disfuncional permaneça presente.

Quando nos vemos em grupos de apoio ou mesmo em bate-papos individuais, o comentário mais comum é: – “Você pensa que é fácil?”

Claro que não é fácil, eu respondo, e esse é o problema. É mais fácil deixar como está, e continuar se submetendo a essa atitude codependente. Mas deixar como está irá mudar a situação? Claro que não, então o que fazer? É fundamental que a pessoa, e às vezes a família, discuta abertamente o problema, e tente buscar em conjunto, uma solução positiva, e isso significa resgatar o protagonismo de cada um naquela casa.

Continuo perguntando:- é fácil? Pode ser que sim, e pode ser que não, mas o mais importante e que o movimento tenha o seu início. Muitas vezes, uma única pessoa pode ser o gatilho dessa mudança na família, de forma a que o resultado permeie a todos até o objetivo final. Seja você a pessoa que dará o primeiro passo.

Como comentei acima, se você se predispôs a mudar você precisa de apoio, de familiares ou de pessoas, que tendo passado por situação semelhante poderão te esclarecer, baseado em experiências que tiveram, em quais seriam as atitudes mais adequadas para se chegar a uma solução, do que agora é um problema, mas que com certeza se tornará uma satisfação.

A regra fundamental para quem passa por situações semelhantes é NÃO FICAR SÓ.

A solidão servirá apenas para te deixar mais vulnerável e cada dia mais propenso a se manter nessa situação desagradável, de ser simples instrumento da desorganização familiar.

Agora se você quer encontrar caminhos alternativos da CODEPENDÊNCIA que você vive, e resgatar sua alegria de viver e protagonismo, conte comigo.

Por Ronaldo Rissetto, Coordenador de Grupo do Amor-Exigente.

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32 comments

Sonia Maria da Silva 28 de janeiro de 2019 - 10:04

Vou comentar, passei por isso, o marido morreu de tanto beber e fumar, e era parecido como o marido da Josélia , e ficaram os filhos , um não mora comigo, senão eu já tinha morrido e um alcoólatra que não admite que é , mas o que me ajuda muito é o Amor Exigente , aprendi a me valorizar , a me amar, e amar os meus filhos e dizer não aos vícios deles , amo – os mas não aceito o que eles fazem.

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Ronaldo Rissetto 30 de janeiro de 2019 - 10:35

Sonia querida, feliz por receber sua partilha e mais ainda por que você tenha entendido a importância de se valorizar, e assumir o protagonismo de sua vida. Nossa maior função na família é mostrar caminhos, não é? Ao vivermos pelos outros, esquecemos de viver nossas vidas, e isso não traz a nossa felicidade. Motive suas amigos e amigos a conhecerem o Amor-Exigente, sempre.

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Ruth 28 de janeiro de 2019 - 11:04

Muito bom esse texto, porém cada caso é um caso, porque quando o filho mediante a todos esses problemas se levantasse e obedecesse as ordens da mãe seria maravilhoso tomarmos essa atitude….porém alguns resolvem arrumar mais problemas e sair para rua….acho que por isso as mãe os deixam dormindo….estou dizendo isso porque passo por esse problema e não sei qual atitude tomar….. não quero afastar meu filho de mim.
Gostaria muito de participar de um grupo de apoio…

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Ronaldo Risseto 30 de janeiro de 2019 - 10:40

Sabe Ruth, esse problema que voce passa, eu tambem passei, e realmente tive dificuldades de colocar regras em casa. A sensação que voce se atemoriza, sobre afastar o seu filho de voce, acaba sendo uma sensação equivocada, pois o fato de voce deixa-lo dormindo não está fazendo com que ele fique mais proximo de voce. Pode ser até que isso o esteja afastando. Quando foi a ultima vez que voces conversaram olho-no-olho? Importante voce participar de um grupo de apoio, inclusive para criar essa estretagia de como atingir o coração dele, e conversar, e discutir esta situação, e mostrar que visa o bem dele.

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Márcio Alexandre 28 de janeiro de 2019 - 11:53

Pois é Seu Ronaldo, concordo com o Sr.
Essa “desorganização” inicia bem antes de surgirem os problemas de fora visível.
Ela inicia quando uma mulher permite que o marido se acomode diante de situações em que seja necessária a colocação dos limites.
Função paterna e de grande grau de dificuldade a ser realizada pela mulher que, tradicionalmente, não é preparada pra isso (outro problema).
E os demais filhos e parentes se acostumam com aquele tipo de comportamento, o tornam oficial no grupo e, ainda cobram daquele que estiver carregando a cruz.
Mas, concordo com o Sr.
É necessária uma mudança de atitude – radical até o ponto e que produzir efeitos.
De imediato, todo mundo vai gritar.
Mas, é o caminho.
E, se a pessoa esmorecer, dança mais ainda porque, além da carga que já vinha carregando, virá também a da derrota diante do grupo que encontrará ainda mais alguma coisa para transferir a responsabilidade.
Se ninguém der o primeiro passo, não se caminha.
Uma constatação: grupos são fundamentais para ter conhecimento e apoio mas, a atitude, é pessoal
E, grupos de internet são tão virtuais quanto a solução dos problemas – ou seja, pouco ou nada auxiliam porque sujeito à peassoa ter tudo resolvido na cabeça e nada realizado com as mãos.
Abraço a todos

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Ronaldo Luiz Rissetto 30 de janeiro de 2019 - 10:48

Muito bom seu comentário, que inclusive já vem com a resposta ( risadas ). Eu incluiria uma coisa apenas, que lembremos que somos todos seres humanos, e que temos dificuldades, e assim cada um no seu tempo atinge o almejado equilíbrio comportamental. Fundamental a ida a Grupos de Apoio, para que unindo-se aos iguais possamos ficar cada vez melhor

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Fabiana 10 de janeiro de 2021 - 13:22

Olá Bom dia! Li e reli todas as mensagens, já procurei terapia e preciso de ajuda…estamos realmente passando por isso e acho q minha codependencia e o fator crucial….falo, te falo mas não sou ouvida…e o respeito então piorou muito….está cada vez mais difícil….realmente preciso de ajuda.

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Carmen 24 de junho de 2020 - 18:41

Preciso frequentar um grupo urgente, meu filho bebê o dia todo.E ainda pede para mim pegar a bebida que Ele encomenda e entregam na portaria.Como eu passei a não dar mais o carro, eu acabo indo pegar.
Moro em Jundiaí e não estou conseguindo encontrar nenhum grupo por causa da pandemia.

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Jaqueline 28 de janeiro de 2019 - 11:58

Podemos conversar?

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Ronaldo Luiz Rissetto 30 de janeiro de 2019 - 10:50

Prezada Jaqueline, Não vejo problema algum em conversarmos mas sempre dou a melhor sugestao, que é a ida aos grupos de apoio, entretanto caso tenha a firme intenção de conversar meu email está escrito.

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Iracema Araujo 28 de janeiro de 2019 - 12:29

Concordo com a senhora Ruth. Cada caso é um caso e cada dependente químico tem uma doença por trás da dependência que o faz reagir de forma diferente às nossas ações de educa-lo. Vou começar a participar do Amor Exigente em Natal, amanhã e espero ser recebida com o apoio necessário para essa situação tão sofrida. Tenho consciência que a mudança tem que partir de mim e esperar que meu filho mude a partir dela.

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Ronaldo Luiz Rissetto 30 de janeiro de 2019 - 10:52

Iracema querida, parabéns por sua inciativa de ir ao Grupo. Tenho a certeza que foi acolhida com a característica, de nós voluntários do Amor-Exigente, e poderá a partir dessa atitude , ficar cada vez melhor

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Nathalia Mendonça 28 de janeiro de 2019 - 14:23

Olá, eu gostaria de adquirir a revista de janeiro de 2019.
Como eu faço?

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Thiago Biancheti 28 de janeiro de 2019 - 17:37

Para adquirir a revista de janeiro, mande mensagem para o whatsapp 19 98449-8044

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Bárbara Alice 28 de janeiro de 2019 - 17:42

Ruth, existem vários grupos de apoio para codependentes. Amor Exigente, CODA, N/A( que ajuda a trabalhar problemas emocionais)…
Procure saber nos sites oficiais, se tem algum grupo na sua cidade!!
Veja que grupo você mais se identifica!!
Boa recuperação!!!

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Ronaldo Luiz Rissetto 30 de janeiro de 2019 - 10:54

Isso mesmo Barbara, existem varios grupos que poderao ajudar a todos a buscar seu equilibrio comportamental. Lembro sempre do que diz o meu querido amigo e voluntario do Amor-Exigente Luiz Fernando Cauduro, “NAO FIQUE SÓ”.

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Débora 28 de janeiro de 2019 - 17:58

Bons comentários realmente é uma questão de escolha. Tentar agir para ver a mudança ou continuar sofrendo achando que está lutando

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Ronaldo Luiz Rissetto 30 de janeiro de 2019 - 10:56

Exatamente é uma questao de escolha, e por isso quando estamos em duvida em qual caminho seguir, a ida a um Grupo de Apoio é fundamental. Nosso recursos são limitados, muitas vezes, e compartilhar nossa experiencia, e ouvir outras, iluminará nosso caminho, certamente

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Maria do Carmo 28 de janeiro de 2019 - 23:02

Preciso de ajuda. Tenho um filho dependente em maconha e já é um homem feito. Já pedi pra sair de casa e cansei de tanto cobrar participação no lar.Sou coodependente sofro mto. O pai desistiu dele. Estou cansada.

Reply
Ronaldo Luiz Rissetto 30 de janeiro de 2019 - 11:01

Esta situação é muito comum, nos deixamos controlar de tal maneira que ficamos cansados para tomar novas atitudes. A ida ao Grupo de apoio tem justamente esse objetivo, tirar o seu cansaço. E você me perguntará: – Como Assim? Eu te explico. Estamos cansados, na verdade de manter e viver as mesmas atitudes, e a ida ao Grupo abrirá novas perspectivas para, e o incentivo do companheiro também te ajudará a planejar um caminho de transformação.
Não desista de você, para que você possa ajudar o seu filho, e o seu marido. Vá a um Grupo de Apoio, e depois me conte como foi. Beijos Maria do Carmo, eu sei que vc vai conseguir

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Simone Jacqueline 29 de janeiro de 2019 - 00:20

Vivo essa situação no momento , estava pesando exatamente sobre isso qdo me deparei com esse post, porque não consigo me libertar dessa situação q me faz tão mal ????
Dou um basta, mas não consigo manter, e continuo nesse ciclo vicioso apesar de não aguentar mais. Parece q a dependente sou eu ….

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Ronaldo Luiz Rissetto 30 de janeiro de 2019 - 11:04

Simone, eu juro que te entendo, e vou repetir pra vc, o que disse acima para a Maria do Carmo –

“Esta situação é muito comum, nos deixamos controlar de tal maneira que ficamos cansados para tomar novas atitudes. A ida ao Grupo de apoio tem justamente esse objetivo, tirar o seu cansaço. E você me perguntará: – Como Assim? Eu te explico. Estamos cansados, na verdade de manter e viver as mesmas atitudes, e a ida ao Grupo abrirá novas perspectivas para, e o incentivo do companheiro também te ajudará a planejar um caminho de transformação.
Não desista de você, para que você possa ajudar o seu filho. Vá a um Grupo de Apoio, e depois me conte como foi. ”

Eu tenho a certeza que voce se transformará em uma pessoa mais feliz, e felicidade estará no seu lar, ajudando a todos a ficar cada vez melhor.

Reply
Solange 31 de janeiro de 2019 - 17:44

Isso é a morte em vida. Participo de um grupo do ae. Mas estou morta. Não sei se há a minha recuperação. Vc sempre ficará em alerta e sem acreditar na pessoa.

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Ronaldo Luiz Rissetto 7 de fevereiro de 2019 - 15:52

Solange querida, se você participa de um grupo de apoio é porque acredita na vida, e existe esperança sempre que acreditamos na vida. A sua recuperação existe, e você a alimenta sempre que vai no grupo. Muitas vezes ficamos preocupados com o tempo, e não vemos as coisas melhorarem mas tenha certeza que estão melhorando, e mais ainda, você não deve ser aquela mulher quando veio pela primeira vez. Não deixe de ir ao Grupo. Nao desista nunca pois você tem o poder de transformar sua vida, e esta fazendo.

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Joelma 2 de fevereiro de 2019 - 20:53

Por acaso esse POST chegou no meu Facebook. Curiosamente comecei a ler. Me indentifiquei imensamente com a situação. Meu filho não é dependente químico, eu acho que não, mas ele tem 24 anos e não me ajuda em nada. Não contribui para as despesas de cas. Já conversei diversas vezes com ele, mas não adianta. Trabalha de biscates, não tem hora para acordar. Eu o amo, mas estou tão cansada. Não consigo mandar ele embora, pois somos só nós dois. Vou procurar um grupo de ajuda.

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Thiago Biancheti 5 de fevereiro de 2019 - 11:38

Faça isso, Joelma! O AE é um grupo qualidade de vida!

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Ronaldo Luiz Rissetto 7 de fevereiro de 2019 - 15:55

Joelma querida, que bom saber que voce esta se preocupando com a situação pois isso significa que voce esta atenta com a sua qualidade de vida, e a de seus familiares. Na verdade a palavra droga é muito mais ampla do que imaginamos, pois seu filho pode ate nao estar usando “droga” como voce a conhece, mas ele esta com uma droga muito maior, que é a droga de comportamento. Não deixe de procurar um grupo de apoio do Amor-Exigente e faça a transformação em sua vida, para que vc seja feliz novamente. Só depende de voce. Vá ao Grupo e me conta depois.

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Rosemeire 3 de fevereiro de 2019 - 08:44

Minha família (filhos,netos,nora,mãe,irmãs e os amigos)eles pensam que sou louca porque quero mudar minha vida, não aceito bebidas alcoólicas na minha casa,eles me rejeitam, sou uma pessoa solitária tentando sair desse estado emocional,há um mês estou participando de um grupo do AMOR EXIGENTE e acredito que vou conseguir virar essa página da minha vida.Fui casada com um alcoólatra e dependente químico por doze anos tenho três filhos dois filhos são dependentes químicos o João com 33 anos casado e o Pedro com 31 está internado a 8 meses no Instituto Claudio Amâncio em Suzano hoje sei que por ser uma doença manter-se sóbrio depende dele e do nosso comportamento para não sermos facilitadores .Até hoje minha vida é disfarçar as emoções,desculpar-se por tudo,me tornei uma pessoa desconfiada,insegura,medrosa,chata, controladora, tenho uma filha de vinte e um anos formada,trabalha, boa filha, responsável e nas horas vagas esta conectada nas redes sociais, vivo sozinha em casa…convidei ela para ir ao grupo do AE orientada pela equipe de mediação, falei que estou muito doente e que preciso de ajuda, ela falou que não dá pra ir porque termina tarde , em fim vou continuar indo sozinha.Muitas vezes vivi essa situação a ansiedade de dar conta de tudo o almoço teria que ser perfeito , mas nunca foi sempre recebi críticas dos filhos ,fazia tudo e ainda telefonava porque eles demoravam para chegar alegando que acordaram as 13:00 ( o casado com dois filhos pequenos um com 5 anos e o outro com 1/7 meses ),malcriados, deselegantes nas abordagens ,estúpidos , vida sem amor, sem respeito .Levo essas emoções condicionadas aonde quer que eu vá, no trabalho sofro bulling porque as colegas falam tantas futilidades que não posso nem falar,desabafar ,(mulheres e homens com mais de 40 anos) maledicência, intrigas e como sou a mantenedora da minha casa suporto, não consigo ainda mudar de emprego tenho medo,procuro as vagas na minha área ,trabalho em contabilidade na área de escrita fiscal encontro mas não consigo sair… parece que é algo intransponível o medo do novo.Amigos hoje é o primeiro dia da minha nova vida, força, fé e alegria. VAI DAR CERTO.

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Thiago Biancheti 5 de fevereiro de 2019 - 11:39

Você não está só! Conte com seu grupo de apoio. Conte sempre conosco!

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Limabe Lima 6 de fevereiro de 2021 - 21:22

Rosemeire compreendo muito você. Vivo uma luta diária, participo de grupos online, mas já participei de reuniões presenciais. Porém, com toda situação atual no Brasil e mais a total compreensão de meu filho, acabei perdendo emprego, casa, acumulei dívidas e perdi para o desânimo. Mudei de cidade e aqui não tem reunião presencial devido pandemia.
Mas não desisto das reuniões on line, as partilhas muito me ajuda a literatura diariamente ainda que de forma lenta sustenta minha Fé em um Poder Superior a aceitar que não posso modificar o outro só posso mudar a mim. Então, hoje procuro manter minhas vontades, busco reconquistar minha vida.
E começo a ter voz em casa.
Grupo de apoio ajuda muito, sensação Boa de que não estou sozinha e as partilhas sempre acende uma luz, da conhecimento, auto confiança que devo mudar a mim e é visível tudo em volta se movimentar a favor.
Acredite grupo de apoio se torna família que não te julga e entende sua dor, lugar que pode falar, partilhar sua dor, porque essa dor será dividida…
Deus Abençoe a todos.
Abraços

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M 24 de fevereiro de 2021 - 22:44

Boa noite, tenho 40 anos sou casada a 15 anos e mãe de um menino de 12. Mas depois de ter pesquisado sobre codepencia acho q me enquadro no perfil. Vivo num casamento conturbado, onde ouve mta traição, desvalorização, humilhado, e vários tipos de agressão, enfim não estou conseguindo me separar por me medo de mtas coisas, então acabo fechando os olhos p não ver mais defeitos. Empurrando com a barriga um casamento falido

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Joseli 27 de maio de 2021 - 08:24

Preciso entrar num grupo de apoio urgente, preciso conversar com alguém. Filho saiu da clinica faz 4 dias, situação complicada em casa.

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